Elegia a Rilke

A doença deixara-o enfraquecido e o seu corpo amadurecia na fragilidade de uma criança, embora a alma de nada fosse pequena e pálida. Decidiu respirar o ar que, estacionado na tarde junto ao seu castelo, sugeriu às pernas debilitadas moverem-se para assistir à contemplação do jardim esbranquiçado pelas rosas nascidas entre as camadas ténues da neve. A brisa gélida, cujo assobio rompia os campos e as pedras, empurrou a sua mão levando-a a suster uma delas. Oh carícia celeste o toque dos seus dedos em oferenda à violência dos angustiados lábios do espinho.

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~ por Tiago Pinto em Fevereiro 14, 2010.

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