Vigília (segunda)

serei eu ainda o início desta viagem?
serei eu um foco sonoro para iluminar o silêncio?
de que me serve descobrir tamanha quimera?
e se me perco?
quem me estenderá a mão?
quem alimentará a boca esfomeada da minha alma?

serei eu ainda o ponto de chegada
para estes passos que percorrem a solidão e a perda?

o meu corpo esgota-se nas singulares caminhadas
porque não quiseste tu acompanhar-me?
desviaste esse olhar (de nada imaculado)
que me fez enfrentar o pior dos inimigos!
estou já muito longe para voltar atrás
muito curioso (porém mecânico) para ceder

quando regressar
novas histórias farão parte de mim
ouvir-me-ás?

(aliás)
lembrar-te-ás, alguma vez, que parti?

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~ por Tiago Pinto em Abril 5, 2009.

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