Início – uma primeira cidade

A viagem…
acompanhada pelos sons férteis que o silêncio proporciona.
Não há nestas paragens a ânsia de erguer os muros citadinos que separam a ilusão da realidade.
Não há nestas paragens senão uma demanda pela posse do fogo sagrado.
Posso contemplar as faces de quem aqui mora, e espanto-me! ( As mesmas são de todo idênticas.)
Vejo em todas elas o rosto de Arthur. Oh criaturas, que vos reinventais nos próprios seres!
E eis que as faces desaparecem!
Não existe identificação… nestas paragens.
Ao fundo das ruas que compõe tal lugar ouço uma voz, ritmada pelo cheiro fúnebre da decadência da velha ordem, dirigindo ao vazio dos ouvintes as palavras de Urizen, aquele que proferiu:
“Trago uma lei de amor, de paz e de unidade,
De clemência, piedade e compaixão;
Escolha cada um sua morada,
Sua mansão antiga e infinita,
Uma só ordem, um só prazer, um só anseio,
Um flagelo, um peso, uma medida,
Um Rei, um Deus, uma só Lei”

A voz calou-se…

Procuro Eu um sítio no qual possa repousar este corpo sedento, onde o excesso do que o não alimenta persiste.
– Tristes os que não comem pois têm medo de morrer de fome –

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~ por Tiago Pinto em Outubro 1, 2008.

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