Rúnatáls-tháttr-Óðins

Sei que fiquei pendurado naquela árvore fustigada pelo vento,
Lá balancei por nove longas noites,
Ferido pela minha própria lâmina, sacrificado a Odin,
Eu em oferenda a mim mesmo:
Amarrado à árvore
De raízes desconhecidas.

Ninguém me deu pão,
Ninguém me deu de beber.
Meus olhos voltaram-se para as mais entranháveis profundezas,
Até que vi as Runas.

Com um grito ensurdecedor agarrei-as,
E, então, tão fraco estava que caí.
Ganhei bem-estar
E sabedoria também.
Uma palavra, e depois a seguinte,
conduziram-me à terceira,
De um feito para outro feito.

(in Edda Maior, Hávamál : 138-165)

~ por Tiago Pinto em Agosto 2, 2009.

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